The internet is for porn
E é mesmo. Faça uma busca de QUALQUER TERMOS no google imagens com o safe search desativado que você vai ver como a indústria pornográfica toma conta desse meio.
O título desse post é o nome de uma música da peça “Avenida Q” e que ficou famosa na internet mais do que a peça de origem (que é super recomendada).
Tive a idéia de escrever sobre isso a partir de uma matéria muito interessante que saiu ontem na Info sobre como os empresários dessa área desde o início aproveitaram a internet em seu favor e não contra, segue alguns trechos:
Enquanto gravadoras e estúdios se digladiam com a internet, uma indústria milenar vem ganhando bilhões com a inovação. “Escolhemos a diversificação em vez de lutar uma batalha que já está perdida. Vamos sempre incorporar tecnologia ao que estamos fazendo.” A frase, que poderia ser de qualquer diretor de gravadora ou estúdio de cinema, foi dita na verdade por Larry Flynt, lenda viva do mercado de revistas masculinas e ícone da luta pela liberdade de expressão.
“O vídeo por streaming, os sistemas de pagamento online, o gerenciamento de gargalos, a remuneração por publicidade baseada nos cliques ou na exposição dos anúncios começaram nos sites pornográficos”, afirma Jason Tucker, CEO da Falcon Enterprises, uma das maiores distribuidoras de fotos eróticas da rede.
Antes que possam afirmar algo eu não sou uma entusiasta da pornografia, a maior parte tem qualidade inferior do que eu gostaria e eu simplesmente dispenso, mas não posso deixar de admirar o talento desses caras pra fazer dinheiro das formas mais criativas possíveis, característica essa que se extende a indústria de “briquedos” sexuais.
Você amigo você amiga que passou a puberdade ou pelo menos o comecinho dela sem a internet, como foi que você viu a primeira mulher pelada que não era sua mãe? Uma revista masculina ou talvez um vhs que seus pais deixavam escondido numa caixa lá em cima do armário. Com sorte (ou azar) você colocou as mãos numa daquelas revistas com fotografia de sexo mesmo, que poderiam ser normais ou umas tensas que já vi vendendo em posto de caminhoneiro na estrada, com zoofilia e tudo.
Em todo o caso, se foi você que procurou ou se viu sem querer e continuou olhando, foi sozinho e acompanhado de uma pequena paranóia de ser pego com o que não devia e, dependendo do material, as chances de ter sido assustador são imensas. Lembro que depois dos 10 ou 11 anos o primeiro contato com cena de sexo que tive foi em “bonitinha mas ordinária” fato perturbador que eu provavelmente tenho em comum com um monte de gente, conhecer o sexo rodriguiano antes do sexo sexo.
Depois que você aprendeu o que era, já sacou isso tudo, é grandinho virgem ou não e CONTINUOU sem internet, o que fazia? Tem que ter coragem dinheiro e ser maior pra ir numa locadora, para comprar revista numa banca etc. A variedade era bem pequena, mesmo numa locadora não ia ter toda sorte de maluquices internacionais as quais temos acesso na rede. No final a solução era ligar na band de madrugada e baixar bem os som pros seus pais não acordarem.
E agora? Amigo, esquece o dinheiro, esquece a maioridade, QUALQUER um pode se trancar no quarto dizer que está fazendo trabalho de escola e ficar horas em streaming de todo tipo de sexo que já foi inventado de graça.
Continuam oficialmente exigindo maioridade? Sim. continuam ganhando rios de dinheiro? Sim. Mas agora a facilidade do acesso é absurdamente maior, as chances de se assustar também, mas pelo menos ninguém fica restrito à Lucélia Santos.
edit: Ninguém me avisou que tinha toneladas de erros e palavras faltando! A versão revista completa corrigida se perdeu em algum momento antes de publicar mas está TUDO BEM AGORA.
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